Em Outubro de 2008, o Governo Islandês nacionalizou 3 dos maiores bancos tentando estabilizar o sistema financeiro. Recorreu ainda ao Fundo Monetário Internacional o que há algum tempo atrás pareceria uma absurda hipótese tendo em conta o nível de vida do país.
Este foi um exemplo dramático de como a actual crise financeira mundial pode tomar contornos tremendos, levando à falência um Estado que parecia exemplar.
Não conseguindo amparar o impacto da crise e em resposta à população (que se manifestava nas ruas de Reykjavik, contrariando a sua típica serenidade), Geir Haarde dissolveu, no final do mês passado, o Governo de coligação, sendo o primeiro no mundo a sucumbir à crise. Ao cargo de Primeiro-Ministro subiu Johanna Sigurdardottir que se manterá à frente de um Governo Interino até Maio.
Em resposta a esta situação, a candidatura à entrada na União Europeia está a ser rapidamente preparada. A maioria dos parceiros comerciais da Islândia são países Europeus e o Euro é apontado como factor central para a estabilidade financeira do país.
Aliás, até a Dinamarca, outrora adversa à ideia da moeda única, mostra hoje uma opinião pública atraída pela segurança que o Euro poderia garantir neste período de crise.
Sendo menos complexa a adesão de dois ou mais países em simultâneo, o Finlandês Olli Rehn, Comissário Europeu para o Alargamento, sugere 2011 (data para a qual a Croácia tem já planeada a sua adesão) como a melhor ocasião para adicionar a Islândia como 29° Estado-Membro da UE (não 28°, uma vez que em Croata, o nome Croácia começa por H, de "Hrvatska", imediatamente atrás do I de "Ìsland" no alfabeto).
A entrada da Islândia poderia mesmo ser marcada para mais cedo, defendem os defensores do Tratado de Lisboa, na medida em que, se o Sim ganhar no futuro referendo Irlandês, a ratificação do Tratado pela Irlanda seria mais facilmente oficializada se adicionada como anexo a um eventual Tratado de Adesão.
Esta adesão abriria ainda mais a economia islandesa aos mercados europeus o que, abrindo novas perspectivas às empresas daquele país, poderia, no entanto, levar a receios de perda de soberania, sendo este o principal obstáculo na marcha em direcção a Bruxelas.
Tudo ficará decidido com o referendo, em Maio, aquando das eleições antecipadas. |