Vila e Freguesia da Maladena do Pico
O mais recente concelho do Pico é a Madalena, criado a 8 de Março de 1723.
Esta zona foi povoada por gentes do Faial, ou nessa ilha radicados.
Devido à sua situação geográfica, de frente para a sua vizinha ilha do Faial, a Madalena ganhou dá-lhe uma crescente importância como porto de ligação, por onde se realizava todo o comércio interior. Hoje, este porto é utilizado para a transacção de pessoas e pequenos produtos para o Faial.
Aqui viviam os principais proprietários do concelho que, à custa d
e árduo labor, transformaram os imensos campos de lava em produtivos pomares e vinhedos. Entrava-se, então, na época do "verdelho", apreciado vinho que durante quase dois séculos gozou fama internacional, chegando até à mesa dos Czares da Rússia.
Ainda hoje podemos encontrar alguns solares, por sinal em bom estado de conservação, que nos contam histórias antigas dos primeiros povoadores, sendo alguns deles propriedade dos capitães donatários do Faial e também do Pico.
O solar dos Salemas foi palco da mini série Mau Tempo no Canal.
O Concelho da Madalena tem a sua sede na vila do mesmo nome, que é construída por uma única freguesia: a Matriz de Santa Maria Madalena. Para além desta, o município abrange as freguesias de Bandeiras, Criação Velha, Candelária, São Mateus e São Caetano.
Na freguesia de São Mateus, a 6 de Agosto, venera-se o Senhor Bom Jesus, a 2ª maior festa religiosa dos Açores que atrai muitas pessoas, nomeadamente os nossos emigrantes.
A Igreja Matriz, dedicada a Santa Maria Madalena, fica junto ao mar, à entrada da vila. Construída no séc. XVII, sofreu importantes alterações na sua fachada, no final do séc. XIX. No interior destaca-se a capela-mor em talha dourada.
No mês de Julho realizam-se as Festas de Santa Maria Madalena, de carácter religioso e profano que, pela variedade das suas atracções leva muita gente a esta vila durante cerca de uma semana.
O edifício da Câmara Municipal, embora de traça modesta, era o único edifício público existente na ilha, no séc. XVIII. Reconstruído em 1999, o Museu do Vinho está instalado no antigo Convento das Carmelitas. No lugar da Areia Larga, tradicional zona de veraneio, podem ser admirados alguns solares construídos no período áureo da exportação do vinho verdelho pelos "senhores" do Faial, que, no início do povoamento, eram também donos daquela zona do Pico. Em alguns locais do concelho da Madalena encontram-se pequenas construções de pedra vulcânica, designadas por "maroiços", construídas pelos povoadores, com pedras provenientes da limpeza e arranjo de terrenos limítrofes, para plantação da vinha e conquista de áreas de semeadura, horticulturas e pomar.
Aqui está localizada a Adega Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, que receb
e as uvas produzidas naquela zona da ilha e onde se produz os apreciáveis vinhos "Terra de Lava", branco e tinto, "Basalto" e "Curral Atlântis", além das saborosas aguardentes,que podem ser saboreados nos bons locais de restauração que proliferam nesta vila.
Esta produção é também uma fonte de riqueza das gentes da fronteira, uma vez que a exportação é grande para os Açores e Continente.
A Furna de Frei Matias, situada na vertente oeste da montanha do Pico, é um túnel de lava com cerca de 650 m de comprimento, onde diversos poços de luz permitem a proliferação de variadas briófitas.
Os Arcos do Cachorro, junto à freguesia das Bandeiras, são um impressionante conjunto onde o mar penetra em turbilhão por túneis e arcos formados na rocha.
A Quinta das Rosas, nos arredores da vila da Madalena, é um parque arborizado com várias espécies exóticas muito visitado por turistas e aproveitada para as fotografias de muitos casamentos. 
Os curiosos Ilhéus da Madalena, em frente à vila, chamados Deitado e Em Pé , dão uma beleza particular ao canal Faial Pico. Aqui nidificam inúmeras aves marinhas.
Honram este concelho o Cardeal Costa Nunes, o escritor Nunes da Rosa e o sempre prestável "senhor Gilberto" que, mesmo analfabeto, muito ajudou a população estudantil do Pico.