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O Vinho

A partir do século XV, a cultura da vinha é introduzida nos Açores, não só por constituir elemento dominante da paisagem rural metropolitana, como pela influência da experiência madeirense. Os primeiros investimentos vitivinícolas são realizados nas ilhas de maior relevância económica, designadamente em S. Miguel e Terceira. Mas nestas, os investimentos vinícolas são suplantados pela relevância das culturas do trigo e do pastel, por via das condições geológicas internas e das apetências económicas exógenas de cariz frumentário e industrial. Por outro lado, a difusão da cultura da vinha nas demais ilhas tem como meio de implantação as características agrícolas dos solos de cada ilha e que rapidamente revelam pouca aptidão para a viticultura. Ressalva-se como excepção as ilhas de S. Jorge, Graciosa e principalmente a do Pico, que desde cedo apresenta níveis de produtividade invulgares. No Pico, de acordo com as fontes orais transmitidas pelos cronistas, indica-se que logo no inicio do povoamento foram introduzidos alguns bacelos oriundos das Ilhas do Chipre e da Madeira (verdelho) por intermédio de frades Franciscanos instalados no Faial, que possuíam várias propriedades na ilha [74] . Desde cedo é notória a predisposição ambiental picoense para a cultura da vinha, em virtude de usufruir de um clima mais quente e menos húmido que as restantes congéneres açorianas. De igual modo, as manifestações vulcânicas que assolam a insula de forma sucessiva esculpiram uma topologia peculiar, como aquela que ocorre no ano de 1572, na Prainha do Norte, que numa expressão de Gaspar Frutuoso tornou a "(...)pedra mais quente, pera criar muito arvoredo e vinha" [75] .

Além das características geo-climáticas, o sucesso da viticultura relaciona-se com a metodologia utilizada na protecção das plantações dos vinhedos que são envolvidos por paredes semicirculares e quadrangulares de pedras soltas, formando os denominados "currais", que conferem uma protecção eficaz contra ventos marítimos que frequentemente assolam as costas da ilha. A conjuntura destes factores determinou o tipo de vinhos do Pico, produzido no decurso da Idade Moderna. Assim encontramos o "vinho comum" elaborado a partir dos bacelos da uva madeirense, e o "vinho passado" que originou a produção de uma mais doce, que o Padre António Cordeiro assemelhou ao tipo "malvazia": "(...) o vinho do Pico não só he muyto, mas juntamente o melhor; o que muyto mais se deve entender do vinho passado, porque he tão generoso & tão forte, que em nada cede ao que em a Madeyra chamão Malvazia; antes parece que este vence aquelle; porque o da Malvazia, pouca quantidade basta para alienar hum homem de seu juízo, & não se accomoda tanto à saude; porém o vinho passado do Pico, emprega-se mais em gastar os máos humores, conforta o estômago, alegrar o coração, & avivar, & não fazer perder o juizo; & uso da razão, além de ser suavíssimo no gosto, & muyto confortativo ainda só com o cheiro; & por isso muyto estimado, & val muyto mais que o outro vinho da mesma Ilha, com ser todo precioso" [76] .

A partir do século XVIII o vinho do Pico começa a ser alterado no processo de fabrico pela introdução de dois novos factores. Em primeiro lugar a adição de Brandy, o que denota a influência da metodologia utilizada na elaboração dos vinhos do Porto, e que permite reduzir a taxa de deterioração do produto. Por último a prática do aquecimento artificial do vinho, através da manutenção dos toneis em estufas apropriadas.

Apesar de tudo, encontramos-nos impossibilitados de estabelecer analogias com os vinhos hodiernos, na medida em que os efeitos nefastos do oidium nos inícios do século XIX, alteraram a tipologia das castas até aí existentes [77] . Por conseguinte apenas se conclui que o vinho do Pico seria o melhor dos Açores, cuja produção seria eventualmente equiparada ou mesmo superada pela do vinho de São Jorge na zona dos Casteletes.

Nos séculos XVI e XVII, os solos picoenses encontravam-se já cobertos de vinhedos, como salientam os vários cronistas que concedem particular incidência ás freguesias de Santa Bárbara e de Santa Cruz das Ribeiras e à Vila de São Roque [78] . Os incentivos externos verificáveis a partir de meados de seiscentos terão sido factores auxiliares para o desenvolvimento da cultura vinícola. Julgamos necessário vincar de novo a ideia que, no Pico, a endémica esterilidade cerealífera terá constituindo um estimulo para que os investimentos agrícolas fossem direccionados para outros produtos, neste caso o vinho.

Durante o século XVI, a produção anual do Pico varia entre as 700 e as 1200 pipas, devendo ter sofrido um considerável acréscimo principalmente no século XVII. Na era de Setecentos persiste o desenvolvimento da viticultura como se constata da informação de António do Couto que refere a produção de 30 000 pipas para o ano de 1709.

No século XIX como se sabe, os bacelos foram atingidos pelo oidium como já se referiu ut supra o que resultou numa remodelação dos vinhedos existentes e logo decréscimo drástico da produção.

Em jeito de conclusão, há que realçar a importância fulcral do vinho e da aguardente na dinâmica económica picoense. Com efeito, estes produtos funcionaram como a única moeda de troca, permitindo que o Faial, e por acréscimo o Pico, ultrapassassem as tradicionais insuficiências frumentárias. Assim a exportação vinícola para as colónias britânicas e para o Brasil permitem a necessária recepção de cereais, legumes, farinha, bacalhau e arroz entre outros produtos [79] . Contudo pensamos não poder descurar o facto do vinho do Pico ser um produto de incerta cotação internacional quando comparado com a totalidade das exportações nacionais. De facto o que é essencial no âmbito de uma economia regional, torna-se secundário na vasta esfera metropolitana.

 

Os cereais

            Entre os séculos XVI e XVIII, os Açores constituíram um importante centro de produção de cereal, fenómeno que projectou as ilhas como bases de abastecimento do mundo atlântico. No entanto, no contexto do arquipélago, a proeminência cerealífera insular não constitui uma característica económica insular. Neste caso individualizamos a peculiaridade do Pico, desde muito cedo envolto numa difícil problemática frumentária. Durante os séculos XVI e XVII encontramos referencias esporádicas sobre a cultura de trigo no Pico. Os indícios existentes circunscrevem-se a determinadas zonas da jurisdição das Lajes, designadamente as freguesias da Ribeirinha, como refere Gaspar Frutuoso [80] , e da Piedade, como indica António Cordeiro [81] . No decurso da centúria setecentista, a documentação continua a realçar a fertilidade da mesma área geográfica agora vocacionada para a produção de milho que terá sido introduzido nas ilhas durante o século XVI conhecendo desde então uma valorização progressiva que o destacam como componente essencial a alimentação açoriana. O êxito do novo cereal justifica-se por duas razões:  a sua adequação a ambientes húmidos e a sua rentabilidade numa estrutura fundiária fragmentada, semelhante ao sistema predial e ao regime de exploração da terra. Como vemos, a produção de cereais no Pico é limitada a diferentes espaços nomeadamente à zona leste da ilha, que usufrui de ocasionais anos de abundância. No entanto, a maioria das fontes documentam de forma proeminente a generalizada carência de cereais, observável desde os primeiros investimentos agrícolas.

As descrições dos vários cronistas açorianos sobre a ilha montanha nos séculos XVI e XVII, deixam transparecer esta realidade, quer pela referencia que fazem à inadequação dos solos picarotos para a produção de trigo, quer pela consequente ausência de informações sobre a arrecadação de abundantes colheitas deste género alimentar [82] . A compreensão da incapacidade cerealífera  da ilha advém principalmente da conjugação de invariáveis factores naturais. Com efeito há a considerar a sua arquitectura topográfica que a torna incapaz de responder de forma satisfatória à actividade agrícola. A existência de cursos de água, de extrema utilidade para o aproveitamento da terra, é extremamente precária, obedecendo ainda à peculiar formação geológica que dificulta o seu aparecimento. Aliás, este fenómeno é notado desde os inícios do povoamento, como testemunha Gaspar Frutuoso [83] .

            A natural escassez de cereais, agravada pela intervenção dos factores comerciais e pelos descuidos de armazenamento da produção prejudica em primeira instancia os grupos sociais mais desprotegidos. Com efeito, observa-se a redução do grau de imunibilidade dos populares, facto que contribui para o desenvolvimento de epidemias e doenças e avoluma por conseguinte as taxas de mortalidade. Por consequência, observa-se uma alteração da prática alimentar, uma vez que as comunidades são coagidas a afastarem-se do modelo nutricional que tinha sido transplantado da metrópole para as ilhas. O recurso a outras opções alimentares são já indiciadas por Gaspar Frutuoso, que refere o consumo de abóboras, funcho, nabos, figos, e naturalmente do pescado [84] . Ao longo do tempo, observamos ainda a utilização de outros alimentos, designadamente o inhame e as favas. No entanto, a grave crise que atinge todo o Arquipélago no ano de 1785 reflecte-se duramente nas ilhas do Faial e Pico obrigando à busca de soluções ainda mais drásticas. Aliás, a sucessão das crises cerealíferas resulta do período que vai do mês de Janeiro até ao início do ano agrícola, com especial incidência no Verão, uma vez que as reservas do milho encontram-se de certo já esgotadas antes da arrecadação das novas colheitas [85] . Importa referir que nos finais do século XVIII, a regular correlação comercial inter-ilhas que deveria minorar as assimetrias económicas açorianas não consegue debelar a crónica falta de cereais do Pico, que também depaupera a variável produção faialense. Por conseguinte, desde inícios de setecentos, que assistimos a uma política de importação do estrangeiro, que é legalizado através do Alvará de 1711. A concessão deste privilégio às ilhas do Pico e Faial beneficia quer os interesses económicos do poder central, quer as autoridades faialenses. Com efeito, ao permitir o abastecimento estrangeiro às citadas ilhas, a coroa salvaguarda o facto do excedente do cereal açoriano não ser escoado para as parcelas mais necessitadas do arquipélago, dirigindo-se antes para a metrópole, Madeira e Norte de África. Por outro lado, sendo os produtos importados provenientes das colónias britânicas da América do Norte e da Própria Grã-Bretanha, a cidade da Horta é catapultada para o palco do comercio internacional, utilizando como elemento de troca vinho picoense [86] . Assim , na perspectiva económica, as relações entre Pico e Faial negam a comum subordinação da primeira em relação à segunda, permitindo o estabelecimento de um harmonioso jogo de interesses, que permite a inserção faialense no circuito internacional e a garantia da subsistência frumentária da ilha.

 

A Madeira

Desde o século XVI, as várias descrições dos cronistas açorianos sobre o Pico realçam a excelência dos matos endémicos. Assim Gaspar Frutuoso pronuncia-se sobre a abundância de madeira na vila das Lajes e nas freguesias e lugares Santo António, Calhau Gordo, Calheta do Nesquim, Criação Velha, Madalena e principalmente no termo de São Roque, fenómeno também comprovado nos relatos de Frei Diogo das Chagas, de Frei Agostinho Montalverne e do Padre António Cordeiro [87] . Havia assim, como se pode dizer, uma predisposição dos solos do Pico para a produção de madeira como se pode constatar pelos imensos relatos. Para além da abundância, as descrições salientam igualmente a diversidade florestal, pois apesar do predomínio do cedro e do teixo, também se distinguem os matos de pau-branco, faia, louro, sanguinho e ginga, entre outros [88] .

            Desde os inícios do povoamento que o excesso de madeira terá incentivado a exportação, através das múltiplas baías picoenses que, devido à sua insegurança, obrigam à utilização de estratagemas peculiares. Assim relata Frutuoso, quando refere a enseada de Santo António " ...onde se carrega madeira de toda a sorte, deitando-a de rocha em baixo, no mar, donde a recolhem os barqueiros..." [89] . Apesar da reduzida quantidade de dados para os séculos XVI e XVII, pensamos que a exportação da madeira tem como zonas privilegiadas de destino as demais parcelas açorianas, pois assim o dá a entender, uma vez mais o citado cronista micaelense, afirmando que junto à costa de André Roiz, na vila das Lajes, se carregava"...grande quantidade de madeira de todas a sorte, pera todas as ilhas..." [90] . No que respeita à vulgar utilização da madeira, podemos individualizar algumas actividades, nomeadamente a construção de carros, de arados, e de navios, para além da utilização em edifícios públicos e particulares. Todavia, a superior qualidade da madeira do Pico possibilita o seu uso em artigos de maior qualidade, como sucede com os paus de teixo da jurisdição de São Roque"...os quais servem pera escritorios e mesas muito ricas e fasquiaria de escritorios, por ser madeira de muito preço..." [91] .Deste modo podemos concluir que o Pico era uma zona tradicionalmente exportadora de madeira e abastecedora deste género para as demais ilhas.

 

O Gado

            A importância do gado no espaço insular encontra-se documentada desde 1439, quando o Infante D. Henrique ordena o lançamento de ovelhas em todas as ilhas até então conhecidas.

No Pico, as primeiras informações sobre a presença de gado datam naturalmente do século XV, pois Frei Diogo das Chagas assevera que o primeiro povoador, Fernando Álvares Evangelho, sobreviveu "...hum anno sostentando-se das carnes dos porcos e outros gados brabos" [92] . Como já se referiu, o incremento do processo colonizador desenvolveu a pastorícia em paralelo com o arroteamento agrícola, promovidos por povoadores e sesmeiros ausentes. As referências à concessão de cartas de dadas e as primeiras escrituras de vendas permitem-nos realçar com ênfase este aspecto. Além disto as crónicas açorianas, nomeadamente Frutuoso apontam igualmente a importância desta actividade desenvolvida por naturais e absentistas. Deste modo , o cronista salienta a criação de ovelhas e cabras pelo feitor de D. Violante Canto, da ilha Terceira ainda a riqueza de Rodrigo Álvares, morador em São Roque, que "(...)teve muitas criações de gado de toda a sorte(...)" [93] . Consideremos, desta forma, que na primeira fase de aproveitamento económico, o Pico é uma área basicamente vocacionada para a pastorícia, que desde os inícios da colonização se desenvolve por iniciativa de agentes sociais locais e externos. No que respeita ao tipo de gado existente nos séculos XV e XVI, a informação veiculada por Frei das Chagas, em referencia ao ano de 1501, indica a existência de animais bravos e mansos, os primeiros que poderiam ser caçados pelos habitantes, os segundos que seriam deixados livremente nos campos ou mantidos em espaços vedados [94] . A precedente descrição de Gaspar Frutuoso é já mais minuciosa, individualizando a presença de gado vacum. cabrum e ovelhum. As doações testamentárias de meados da era de seiscentos destacam a superioridade numérica das ovelhas, seguindo-se os bovinos e os porcos, facto que é confirmado pelo Padre António Cordeiro, em 1717, quando salienta particularmente a existência de "(...)muyta carneyrada" [95] .

No Pico, e à semelhança das demais ilhas, os animais eram criados em compásculos, mas obedecendo a preceitos de transumância. Contudo, os condicionalismos climáticos picoenses individualizaram a criação do gado. Assim, durante os meses estivais, o gado alimentava-se nas pastagens montanhosas enquanto que a partir de Setembro, a descida da temperatura obrigava os pastores a conduzirem os animais para as áreas mais planas que circundavam as lagoas , de forma a garantir o sustento dos rebanhos nos períodos mais agrestes. Em conclusão, no Pico a pastorícia adquire uma importância considerável na fase da colonização, mas no decurso do tempo, essa mesma criação de gado assume um carácter de actividade subsidiária que, nos concelhos das Lajes e de S. Roque, atinge níveis de auto-suficiência, enquanto na Madalena redunda em perceptível escassez [96] .

 

A Pesca e a Baleação.

            Sobre esta actividade económica encontrámos poucas referências donde os cronistas pouco aludem. Gaspar Frutuoso indica apenas uma breve passagem o "muyto pescado" no Pico, realçando somente a existência de caranguejos na freguesia da Ribeirinha. Diogo das Chagas e Montalverne não mencionam qualquer actividade piscatória. Ao contrário, o Padre Antonio Cordeiro, nos inícios do século XVIII, afirma que o mar que banha a ilha "...he muyto frutífero, porque além de em todo o circulo ser mar de muyto pescado, he de peyxes muy Selectos, & de estima, como de Salmonetes, Escolares & dos outros que ha em outras Ilhas" [97] .

Em suma, na economia picoense dos séculos XVI a XVIII, as actividades piscatórias ocupam uma posição subsidiária. Neste contexto, há que realçar que mesmo não havendo muitos registos não quer dizer que se exclua do panorama esta actividade que a nosso ver apenas tem um papel relevante na economia familiar, imprescindível como se sabe na dieta da ilha.

Porém, na segunda metade do século XVIII chegam aos portos açorianos as baleeiras inglesas e americanas que recrutam para esta faina principalmente os habitantes das ilhas do Pico, Faial e Flores. Só em meados do século XIX se deu uma efectiva exploração, com meios artesanais e de forma sedentária com a consequente instalação de indústrias ligadas à produção de óleos, farinhas, adubos, entre outros, extraídas destes cetáceos, especialmente o cachalote. Não é difícil imaginar a importância desta actividade, se referirmos que cerca de oitenta barris de óleo extraídos de uma baleia correspondiam, no seu valor, a cerca de 2500 a 3000 alqueires de milho. Todavia, a baleação, apesar da sua importância, não era mais do que uma actividade subsidiária, dado que não ocupava uma exclusividade que erroneamente se pode inferir. Mais hodiernamente, assim comentava um poeta da ilha: "(...) Ancoradouro de aves poetas e baleeiros, Heróis sem nome, com um pé em terra outro no mar, Quantas vezes em vão a balear..." [98] .

 

A Fruta

            As frutas do Pico são as "...melhores que há em todas as ilhas..." [99] , reconhecendo-se a abundância de pêssegos, maçãs, marmelos, figos, laranjas limões. Assim é na opinião de Gaspar Fructuoso. Mas apesar de tudo as informações sobre a fruta são poucas e sobre este assunto pouco mais se pode adiantar.

 

Outros Produtos

            Para além dos bens mencionados anteriormente dispomos ainda para o século XVI a produção de mel , cera e pastel, ao qual já fizemos referência [100] . No âmbito dos produtos alimentares, destacamos os legumes, designadamente nabos, abóboras e funcho e leguminosas como a fava e o feijão [101] . Progressivamente, a crescente necessidade de cereais levará a que os legumes assumam um importante papel de complemento alimentar, principalmente nos anos mais críticos. Assim Frutuoso refere a utilização de uma raiz, denominada "dentrabrum", que era cozida em água salgada para consumo imediato ou então moída para fazer uma espécie de pão-doce [102] . Além destes, outros dois géneros funcionam como substitutos do cereal: o inhame e a batata. O primeiro constitui uma importante opção muito utilizada pelos grupos sociais de reduzidos recursos económicos, que encontra especial apetência nas ilhas mais pobres do grupo central. A batata só encontra maior divulgação no meados do séc. XVIII, através dos esforços dirigidos pela Capitania dos Açores, e vai sendo progressivamente introduzido nos hábitos alimentares insulares.

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[73] Cf. Francisco Ferreira Drummond, Op. Cit., pág. 400.

[74] Frei Diogo das Chagas, Op. Cit., pág. 526. Sobre a introdução da vinha note-se o trabalho de João Augusto Laranjo, "O Pico", in Brotéria, Lisboa, s.d., pág. 39 e Manuel Ribeiro da Silva, "A ilha do Pico sob o ponto de vista vitivinícola" in Boletim da Comissão Reguladora de cereais, nº14 Ponta Delgada, 1951, pp. 45-59.

[75] Cf. Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 304.

[76] Cf. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 474.

[77] Sobre o século XIX existe um importante estudo de Ernesto Rebelo, "As uvas", in Arquivo dos Açores, Vol. VII, pp. 74-75.

[78] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pp. 288-305. Frei Diogo das Chagas, Op. Cit., pág. 523. Frei Agostinho de Montalverne, Op. Cit., pág. 185 e finalmente o Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág.478.

[79] Susana Maria Goulart Pereira da Costa, Op. Cit., pág. 139.

[80] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 297.

[81] Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 472.

[82] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág.523 e o Padre António Cordeiro Op. Cit., pág. 471.

[83] Idem, pág. 529.

[84] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 303.

[85] Avelino de Freitas de Meneses, Os Açores nas encruzilhadas de Setecentos(1740-1770), Vol. II, Ponta Delgada, Universidade dos Açores, 1995, pág. 144.

[86] Susana Maria Goulart Pereira da Costa, Op. Cit., pág. 155.

[87] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pp. 199, 287, 291-293. Frei Diogo das Chagas, Op. Cit., pág. 528. Frei Agostinho de Montalverne, Op. Cit., pág. 185. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 474

[88] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 299. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 474

[89] Cf. Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 290

[90] Cf. Idem pág. 292.

[91] Cf. Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 299. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 474.

[92] Cf. Frei Diogo das Chagas, Op. Cit., pág. 507.

[93] Cf. Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 302.

[94] Frei Diogo das Chagas, Op. Cit., pág. 509.

[95] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pág. 291. "Viagem de Pompeo Arditi (...) já citado, pág. 180. Cf. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 473.

[96] Susana Maria Goulart Pereira da Costa, Op. Cit., pág. 166.

[97] Cf. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 474. Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pp. 295, 303.

[98] Almeida Firmino, Narcose, Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, 1982.

[99] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pp.303-305.

[100] Idem, pp. 291, 297 e 299. Padre António Cordeiro, Op. Cit., pág. 478.

[101] Gaspar Frutuoso, Op. Cit., pp. 289 e 303.

[102] Idem, pág. 303.

 

Gene Neves

 
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